O salão paroquial da Igreja Nossa Senhora de Fátima, em Vacaria (RS), foi palco de uma controvérsia após a realização de rituais de umbanda pelo terreiro Ogum Megê e Oxum, no dia 11 de janeiro. O evento, divulgado previamente como “Elebó Festivo de Exu João Caveira e Exus Pomba Giras da Casa”, não seguiu os termos do acordo estabelecido no aluguel do espaço.
Segundo o pároco, frei Protásio Ferronato, OFMCap, de 69 anos, o aluguel foi autorizado com a condição de que não houvesse ritos religiosos no salão, apenas uma comemoração social. “O terreiro descumpriu o acordo”, afirmou o frei.
Com a repercussão negativa, frei Protásio publicou uma carta aberta à comunidade, reforçando que o salão não se transformou em terreiro de umbanda, assim como não se tornou loja maçônica quando alugado à maçonaria. Ele destacou a importância do respeito e da misericórdia nas relações entre crenças diferentes.
A nota recebeu apoio do bispo da diocese de Vacaria, dom Silvio Guterres Dutra, e do Conselho para Assuntos Econômicos da Paróquia.
A reportagem tentou contato com representantes do terreiro Ogum Megê e Oxum, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.
Fonte: ACIdigital